Em Tucumã Pará Justiça afasta 1ª Dama acusada de pedir propina - Portal Tem de Tudo Tocantins

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Em Tucumã Pará Justiça afasta 1ª Dama acusada de pedir propina

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Por decisão do juiz Pedro Enrico de Oliveira, da Comarca de Tucumã, a esposa do prefeito Adelar Pelegrini (PMDB), que também ocupava a pasta de secretária municipal de Promoção Social, Maria da Conceição Vitória, vulgo ‘CEISSA’ foi afastada da função sob acusação de corrupção, e impedida de se aproximar de qualquer prédio público a uma distância de pelo menos 200 metros.
A decisão da Justiça atendeu a uma medida cautelar do delegado Wiliam Crispim, a quem foi denunciado a tentativa criminosa de Ceissa de obter R$ 20 mil em propina em troca de intermediar pagamentos da prefeitura junto ao seu próprio marido, o prefeito Adelar Pelegrini.

O FATO: O empresário Amadeu Biagi, da empresa SECOVEL Serviços e Construções Civil Ltda, relatou à polícia durante seu depoimento, que no dia 22 de dezembro de 2014, foi até a prefeitura para receber valores referente à obra já concluída de reforma da feira livre do município, e que na prefeitura foi atendido por Ceissa em uma sala na companhia do servidor público Marcondes Ferreira Neres. No Boletim de Ocorrência consta que Ceissa mandou o empresário ir à Caixa Econômica Federal, da cidade vizinha de Ourilândia do Norte, onde lhe seria feito o pagamento. O empresário disse ainda, que antes de sair da sala, Ceissa falou na presença de Marcondes “que iria interceder junto ao prefeito, mas que o empresário teria que lhe dar a quantia de R$ 10 mil”, o empresário disse que ficou calado.
Atendendo a orientação de Ceissa, o dono da empresa disse que se deslocou até a agência bancária, onde passou a esperar e que por volta das 14 horas recebeu uma ligação do servidor público Marcondes, pedindo que ele voltasse a Tucumã e fosse até a frente da casa da 1ª dama e que ao chegar ao local ouviu de Marcondes. “A Ceissa mandou te entregar essa conta, é para tu depositar R$ 20 mil”, e que no bilhete estava escrito ‘AG: 1686 -1; CC: 10034 -0 Mauricio Amauri – 20.000,00’.
O empresário contou que guardou o bilhete e retornou ao banco na esperança de receber o seu pagamento.Ele diz que esperou até às 17h30 e nenhum pagamento foi feito a ele, e que em seguida viajou para Belém. Amadeu disse à polícia que não denunciou o fato na época porque temia não receber seu dinheiro.

POLÍCIA:Amadeu Biagi contou, ainda, que no dia 20 desse mês retornou àPrefeitura de Tucumã, onde foi recebido pelo chefe de gabinete Júnior Bezerra, que disse que o prefeito não iria autorizar o pagamento, e que diante da situação levou o caso ao conhecimento da polícia. Após ouvir o servidor público Marcondes Neres, que confirmou a narrativa do empresário, o delgado pediu o afastamento de Ceissa da função por 30 dias, prazo que deverá ser concluído o inquérito, o que foi atendido pelo juiz, que na última terça-feira (27) determinou o afastamento da ex-secretária. No dia seguinte, Ceissa pediu demissão do cargo.

CÂMARA: O vereador Joel de Jesus Pier (PR), disse que o empresário chegou a ir àCâmara de Vereadores e em uma reunião na sala do presidente, pediu providências. “Ele queria receber seu dinheiro, e mostrou o bilhete com o pedido de propina”, disse. Ainda segundo Joel, os vereadores da situação levaram o caso até o prefeito, mas não tiveram êxito e que a denúncia não foi recebida oficialmente para providências no Legislativo, porque a maioria dos 13 vereadores não aceita investigar o prefeito.

DOMINADORA: De acordo com levantamentos feitos pela nossa reportagem, foi constatado que além de exercer o cargo de secretária de Assistência Social, a esposa do prefeito também exercia influência em todos os setores da prefeitura e que a mesma é considerada a ‘testa de ferro’ do prefeito. “Quase tudo tem que passar por ela, ela é quem manda no prefeito. Nós servidores temos medo dela”, disse um funcionário público que pediu para não ser identificado.
Logo após o fechamento dessa matéria, na noite de ontem, nossa reportagem tentou contanto com as pessoas que trabalham na Prefeitura de Tucumã e que foram citadas na reportagem. Porém, apenas o assessor de comunicação da prefeitura atendeu as ligações, mas informou que não tem autorização para falar sobre o caso.

(Da Redação)

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