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superbactéria é apontada em relatório de médicos sobre o HGP

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FOTO: Divulgação CRM/TO

Durante uma vistoria ao Hospital Geral de Palmas, membros do Conselho Regional de Medicina verificaram um surto de infecção por bactérias KPC na unidade. Elas também são conhecidas como superbactérias por serem resistentes a antibióticos e podem causar a morte. A informação foi confirmada pela equipe da UTI do hospital.
Segundo relatou o vice-presidente do conselho, Hélio Maués, os pacientes que tinham bactéria estavam sendo tratados com os demais. "Na ocasião duas coisas chamaram a atenção, os profissionais ali presentes disseram que não tinha um número suficiente, principalmente de técnicos de enfermagem, para fazer aquilo que a gente chama de corte, que é separar aqueles pacientes que têm a bactéria daqueles que não têm. A gente observou profissionais manipulando aqueles que tinham a bactéria e aqueles que não tinham. Isso não é viável".A vistoria na unidade foi motivada pela precariedade do atendimento e o excesso de reclamações e ações envolvendo o HGP. Na relatório, os dados que mais chamam a atenção estão relacionados a problemas nas salas vermelha e amarela do hospital. Nos relatos médicos constam que não há espaço físico adequado para atender aos pacientes. Apenas um médico é responsável por dar assistência às duas salas, além das péssimas condições estruturais, como por exemplo, macas sem colchões.
Nas constatações da vistoria, um dado é alarmante. No livro de registros de enfermagens foram registrados seis óbitos no dia 19 de março, 48 horas antes da fiscalização do CRM. "Chama a atenção porque foi no mesmo local. Talvez foi por isso que quando nós chegamos, a sala vermelha estava num número adequado de pacientes para o número de leitos", disse o vice-presidente.Irregularidades também foram encontradas na farmácia, como falta de glicose, armazenamento inadequado de medicamentos e ausência de um ambiente climatizado para guardar os materiais. Na UTI, além da falta de equipamentos, não há roupas adequadas para pacientes e equipes de saúde, não possui número de funcionários suficientes para a unidade, exames não estão sendo realizados por falta de materiais e não há inclusive, materiais para analisar as bactérias presentes no local, o que pode levar a uma infecção generalizada.
O vice-presidente do CRM disse ainda que o Hospital Geral de Palmas não tem um diretor técnico na unidade. Segundo ele, a ausência deste profissional coloca em risco todo o funcionamento do hospital. "O diretor técnico representa o secretário de saúde dentro da unidade. Sendo assim obrigatoriamente ele tem que ser médico. Ele é fundamental porque ele pode avaliar todos os pontos negativos que nós mostramos no nosso relatório. Ele saberia tecnicamente solucionar ou pelo menos tentar selecionar os problemas da unidade de saúde".
O relatório foi apresentado para  membros do Tribunal de Contas da União, Assembleia Legislativa, Conselho Estadual de Saúde, Conselho de Direitos Humanos e para a Vigilância Sanitária. Em nota, a Secretaria de Saúde do Tocantins informou que já tem conhecimento dos problemas encontrados no HGP e que já está tomando as providências necessárias.
Fonte: G1

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