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Aos 92 anos, médico de Mogi ainda atende e descarta aposentadoria

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Aos 92 anos, o médico Nobolo Mori, de Mogi das Cruzes (SP), trabalha todos os dias, de manhã e à tarde, em um hospital particular da cidade. Enquanto a maioria das pessoas sonha com a aposentadoria, ele e alguns colegas não pensam em pendurar o estetoscópio.
Para Mori, já são 62 anos dedicados à medicina. Mesmo com o aumento do número de médicos na cidade, ele diz que pacientes não faltam. Especialmente, os mais antigos. “Tem famílias que estão na quarta geração e eu continuo fazendo o atendimento de todos.” Para o médico é preciso ser útil enquanto está vivo. “A medicina é uma maneira de ser útil. O médico dá a sua vida para salvar vidas.”
Médico Nobolo Mori, aos 92 anos, ainda trabalha todos os dias da semana (Foto: Jamile Santana/G1)Médico Nobolo Mori, aos 92 anos, ainda trabalha todos os dias da semana (Foto: Jamile Santana/G1)
Desde que se formou em 1953 na Faculdade Nacional de Medicina do Rio de Janeiro, não parou mais. “Em 1954 comecei a trabalhar como médico em Mogi das Cruzes. Meu pai era lavrador e queria que eu fosse médico”, conta Mori.
Ele diz que ao chegar na cidade, onde os pais já moravam, foi trabalhar na Santa Casa. “Naquela época no hospital só tinha o Doutor Rosa, Milton Cruz, Nelson Cruz e Nelson Straube. A gente trabalhava dia e noite na Santa Casa. E tinha muito chamado até a casa de paciente. Eu ia muito no Cocuera atender as famílias japonesas porque sou descedente também e falo o idioma”, lembra.
O atendimento ao paciente naquela época fazia toda a diferença, destaca Nobolo Mori. Isso por causa da falta de exames tão avançados quanto hoje. “A gente  tinha que saber os nomes de remédios, os nomes das doenças, os sintomas e pedir exames de laboratório para poder diagnosticar melhor, como sangue, urina e fezes.” Nobolo Mori acompanhou a evolução da medicina em Mogi das Cruzes. Além de atender, ele idealizou e construiu um hospital na cidade que foi inaugurado em 1962. “Fiz o hospital porque tinham poucos e precisava de mais vagas. Aí decidi fazer o hospital. O desafio foi bom para mim e outros colegas que fundaram a unidade comigo.”
Fonte: G1

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