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Eduardo Cunha renuncia à presidência da Câmara

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O deputado federal Eduardo Cunha, do PMDB do Rio de Janeriro, anunciou nesta quinta-feira (7), em entrevista coletiva, que pediu a renúncia ao cargo de presidente da Câmara. Sua esperança, com isso, é tentar salvar seu mandato de deputado e, assim, escapar das mãos do juiz Sergio Moro, em Curitiba, onde correm os processos da Lava Jato com envolvidos sem foro privilegiado. Cunha disse que protocolou uma carta na mesa diretora da Câmara apresentando sua renúncia e a leu: "É público e notório que a Casa está acéfala, fruto de uma interinidade bizarra. Somente minha renúncia pode encerrar essa instabilidade". O deputado fez um balanço de algumas medidas que tomou em sua gestão e ressaltou que a principal foi a condução do processo de impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff. "Não tenho dúvida de que a principal causa do meu afastamento reside na condução desse processo", disse. "Continuarei a defender a minha inocência de que falei a verdade." Ao agradecer a Deus, ao PMDB, aos deputados que o apoiam e a sua mulher, Cláudia Cruz, e à filha Danielle, ambas investigadas na Lava Jato, Cunha embargou a voz.

Na quarta-feira (6), o deputado Ronaldo Fonseca, do Pros do Distrito Federal, relator do processo de afastamento de Cunha na Comissão de Constituição e Justiça, acolheu parte do recurso de Cunha, acatando o argumento de que a votação do processo dele no Conselho de Ética deve ser anulada. Um conjunto de deputados pediu vista do relatório, adiando a discussão e votação do recurso para a semana seguinte. A avaliação dos aliados de Cunha foi que, se a votação de seu recurso na CCJ acontecesse agora, ele sairia derrotado. Com a renúncia ao cargo, ainda que com um atraso político de meses, Cunha ganha uma sobrevida. A estratégia política de Cunha é precipitar a sucessão por seu cargo, hoje ocupado interinamente por Waldir Maranhão, do PP do Maranhão. Com uma nova eleição acontecendo, Cunha diminui o foco no processo de cassação dele. Quanto mais confusa for a sucessão, que tende a ser fragmentada, com vários candidatos, melhor, em tese, para Cunha. Ele incentivará isso. Paralelamente, quanto mais tempo Cunha conseguir se manter deputado, mais tempo para negociar, com menos desvantagem, uma saída criminal para seu caso – alguns aliados dizem que ele considera, inclusive, a possibilidade de uma delação premiada, o que ele sempre nega. Mas, como o próprio deputado fez questão de frisar em sua carta de renúncia, o fato mais relevante politicamente de seu período como comandante da Câmara foi que ele derrubou Dilma Rousseff antes que fosse derrubado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e pelo Supremo Tribunal Federal.
Informações: Época

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