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PF investiga suposto esquema de pirâmide financeira em Palmas

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Em Palmas, a Polícia Federal investiga um suposto esquema de pirâmide financeira. Mais de 250 mil pessoas podem ter sido vítimas de um grupo que prometia lucro de 200% para quem quisesse investir.
Os policiais apreenderam os bens da loja e dos sócios na sede da empresa, em Palmas-TO. Os investigadores descobriram que em quatro meses, a Aliança Online faturou R$ 226 milhões, com a promessa de que a aquisição de cotas renderia um dinheiro fácil, com ganhos de até 200% dos investimentos. Cerca de 250 mil pessoas espalhadas pelo país acreditaram.
"Eles entravam, a princípio, com cota de R$ 200, R$ 500 ou R$ 1.000, eles aplicavam num suposto investimento, chegando a movimentar mais de R$ 220 milhões entre os meses de dezembro e abril, que foi o período que nós acompanhamos", diz Cleyder Malta, delegado da Polícia Federal.
Um vídeo, que você pode conferir na reportagem, mostra como o grupo convencia as pessoas. Nele, um dos sócios, Ricardo Dantas, diz: "Imagina você ganhando R$ 96 mil por mês. O que mudaria na sua vida, seja sincero?". Enquanto explica o negócio, ele ainda incentiva a aquisição da cota mais cara: "Então você vai me perguntar: 'Ricardo, qual a melhor franquia pra eu iniciar o meu negócio?' é a de diretor. Com certeza, você já inicia no topo da empresa, já inicia por cima, já inicia ganhando dinheiro".
Agora ele é considerado um foragido da Justiça. Mais 10 pessoas, ligadas a ele, que receberam grandes quantias de dinheiro em diversas contas bancárias, prestaram depoimentos.
"O que assusta assim é a rapidez com que essa promessa de ganho fácil consegue captar, consegue atraia as pessoas para investir", diz o delegado da PF, Luis Felipe.
Os investigadores disseram que os franqueados estão sendo tratados como vítimas. Mas, se for descoberto que alguns deles tinham conhecimento da fraude, poderão ser indiciados como cúmplices.
O grupo vai responder por suspeita de pirâmide financeira, crimes contra o sistema financeiro, contra a economia popular e contra a ordem tributária, além de extelionato e associação criminosa.
Uma das vítimas, o senhor Francisco Davi, autônomo, investiu tudo o que tinha e agora passa dificuldades. "Eu me arrependo porque foi pensando em investimento e hoje vi que foi errado, né? Caí num, praticamente um golpe, né?", diz ele.
Informações: G1

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