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Curso inédito de Resgate e Salvamento em Altura surpreende participantes

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 Força, garra, superação, qualificação profissional e vontade de ajudar o próximo foram os motivos que levaram profissionais do Tocantins, Pará e Maranhão para o primeiro curso de Resgate e Salvamento em Altura e Locais Confinados do Estado, apoiado pela Associação Brasileira de Medicina de Urgência e Emergência – Abramurgem, regional Tocantins, entre os dias 10 e 16 de abril.
Teoria e prática andaram de mãos dadas o tempo todo. Nos
primeiros dias, os alunos acompanharam conteúdos sobre as normas regulamentadoras do Ministério do Trabalho, manuseio dos equipamentos, técnicas para manter a calma e abordagem das vítimas e a importância do trabalho em equipe.
Este último tópico foi o aprendizado mais importante para a estudante de Enfermagem e secretária, Regina Guimarães Paé. “Para mim, este foi o grande sentido do curso. Não adianta nada eu saber e meu colega não. Nós sempre vamos depender uns dos outros”.
Segundo o Dr. Hugo Weysfield Mendes, médico, instrutor do curso e presidente da Abramurgem – Regional Tocantins, a primeira turma pode ser considerada vitoriosa. “Pelo semblante de todos eles no último dia, apesar do extremo cansaço, vimos satisfação. Muitos não esperavam o que vinha pela frente, mas encararam com muita coragem. Estamos muito felizes com o resultado que tivemos”.
Rotina puxada
As aulas teóricas com dinâmicas práticas aconteceram durante toda a semana no período noturno. Na sexta (14), os participantes fizeram uma imersão prática e ficaram até o domingo no local de treinamentos, com situações de poucas horas de sono.
As simulações incluíram resgates durante madrugada em fossos com água, espaços subterrâneos e terrenos enlameados com obstáculos. Apesar do desgaste físico, a rotina agradou a estudante de Medicina, Jéssyca Rodrigues Tauhada.
“Eu particularmente gosto muito desta área que envolve locais de difícil acesso e confesso que o curso me surpreendeu. Nos primeiros dias, achei que ia ser algo comum, mas, realmente, Araguaína surpreendeu com o nível do curso”, contou Jéssyca.
Mas teve também o impacto psicológico. “Os instrutores infiltram no nosso psicológico, mas sabemos que, na prática, o desgaste é muito pior, por isso tudo o que vivenciamos aqui foi bem pensado”, completou a acadêmica.
Resgate em altura
Um dos momentos mais surpreendentes do curso foram as simulações de resgate em uma estrutura de 12 metros de
altura montada especialmente para a atividade. Ora com um boneco, ora com uma vítima de verdade, os alunos aprenderam a estabelecer todo o sistema de segurança próprio para ter condições de resgatar a vítima com mais segurança ainda.
Segundo o instrutor Edmar Silva Abrantes, do Rio Grande do Sul, o curso teve o importante papel de formar profissionais qualificados em uma área com tão poucos socorristas atuantes.
“O mercado de trabalho precisa do socorrista que saiba fazer resgate em altura e em áreas confinadas. Fiquei sabendo do caso da criança que caiu em um poço aqui na cidade e o resgate feito por alguém sem o devido treinamento poderia ter colocado em risco a vida dela e do resgatante”, afirmou.
A sociedade ganha
O enfermeiro e instrutor Sandro Rodrigues Almeida, também do RS, reforçou a importância de realizar pela primeira vez o curso de Resgate e Salvamento em Altura e Locais Confinados em território tocantinense.
“É um curso diferenciado, o socorrista sai do básico e terá o conhecimento necessário para realizar o resgate das vítimas em locais que é impossível sem a ajuda do equipamento específico. Sem ele e a falta de técnica, o resgate pode deixar a vítima esperando por muito mais tempo, não por omissão, mas por falta de preparo do socorrista”, disse.
Preparo mais que necessário
Élder Silva é bombeiro civil há quatro anos, mas sentiu a necessidade de aprofundar seus conhecimentos quando ficou sabendo do curso. “Vi que a estrutura montada e os instrutores convidados eram de máxima qualidade, por isso não pensei duas vezes. Pela minha experiência, eu esperava tudo de um curso como esse e entrei sabendo que não seria fácil, que iria ter desgaste físico e psicológico. Mas um socorrista vai passar por tudo isso, na madrugada, seja a hora que for, por isso cobraram muito da gente a disciplina”.
Destaque
Durante a cerimônia de certificação, a organização do curso conferiu ao técnico de Enfermagem e socorrista do SAMU de Altamira, no Pará, Márcio José dos Santos Moura, o simbólico título de destaque entre os alunos pela dedicação e superação em todas as atividades.
“Eu vim com grandes expectativas de capacitação, adquirir conhecimento e ser um multiplicador de tudo isso na minha região. Mas fui além do que achei que poderia e estou muito feliz com isso”, pontuou Márcio.
Missão cumprida
Ao fim do curso, o instrutor Abrantes agradeceu a oportunidade de compartilhar seus conhecimentos e deixou um recado para as próximas turmas.
“Foi uma honra para nós, e creio que para eles também, fazer parte desta história, porque foi a primeira turma de Resgate e Salvamento em Altura e Locais Confinados do Tocantins. Eles se doaram bastante para alcançar tudo isso. E eles vão poder passar para os próximos que vierem a participar do curso que aqui não se brinca, aqui se dedica, aqui se aprende. Aquele que vem achando que o curso vai ser fácil, vai se arrepender. Mas vale à pena, é um conhecimento valioso”.

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